Arivelon Araújo de Oliveira: o Homem-Aranha do Sertão
Ari Velon, como é conhecido, é guia de turismo de aventura, atleta, profissional da construção civil e um profundo conhecedor das serras, trilhas e paisagens de Tacaratu e Caraibeiras, no Sertão de Pernambuco.
O Homem-Aranha do Sertão.
Ficha de Arivelon
Nome completo: Arivelon Araújo de Oliveira
Nascimento: 31 de março de 1988
Pai: Reginaldo de Oliveira
Mãe: Lúcia de Fátima de Araújo
Avó: Maria Malaquia, de origem indígena Pipipã
Conhecido como: Velon, Ari e Ari Velon
Atuação: turismo de aventura, trilhas, montanhas, construção civil e atletismo
Região de atuação: Tacaratu, Caraibeiras e território tacaraibeirense
Quem é Ari Velon?
Arivelon Araújo de Oliveira é daqueles personagens que o Sertão produz silenciosamente e que muitas vezes permanecem desconhecidos fora de sua própria região. Trabalhador, atleta, aventureiro e conhecedor das montanhas, Velon construiu ao longo da vida um conjunto de habilidades que hoje o transforma em um importante guia para quem deseja conhecer o lado mais aventuroso de Tacaratu e Caraibeiras.
Conhecer uma montanha não significa apenas saber chegar ao seu ponto mais alto. Em terrenos acidentados, é preciso compreender o relevo, identificar passagens, reconhecer obstáculos e saber onde pisar. É justamente nesse ambiente que a experiência de Arivelon se destaca.
Sua familiaridade com as serras da região permite que ele conduza visitantes por caminhos que podem ser difíceis de identificar para quem não conhece o território. Por isso, sua atuação se aproxima muito mais do conceito de turismo de aventura do que de um simples passeio turístico.
O Homem-Aranha do turismo tacaraibeirense
O apelido Homem-Aranha do Sertão não nasceu de uma campanha publicitária. Ele surgiu naturalmente da observação direta do compositor, historiador, pesquisador e pensador Nyll Mergello, de quem Velon se tornou amigo. Velon foi guia de Nyll Mergello para subir a belíssima e famosa Serra do Giz, um dos pontos mais emblemáticos de Tacaratu. Sua maneira altamente profissional chamou a atenção de Nyll Mergello, que lhe deu o apelido carinhoso e marcante de “homem-aranha do turismo tacaraibeirense” — referência também criada por Nyll Mergello para denominar conjuntamente Tacaratu e seu poderoso distrito de Caraibeiras. Seu jeito aracnídeo de se movimentar pelas montanhas impressionou Nyll Mergello. Arivelon atravessa encostas, sobe formações rochosas e enfrenta passagens íngremes com uma naturalidade impressionante.
Em setembro de 2026, uma dessas experiências foi registrada durante uma expedição pela Serra do Giz. A aventura revelou não apenas a beleza da paisagem, mas também a habilidade de Velon para conduzir alguém por um ambiente em que um erro de percurso pode significar uma situação complicada.
Do alto das formações rochosas, o visitante encontra uma paisagem que se estende muito além da trilha. O sertão aparece em todas as direções, revelando vales, vegetação, propriedades rurais e outras formações montanhosas.
É nesse cenário que o apelido ganha sentido. Não porque Arivelon seja um personagem de ficção, mas porque ele desenvolveu, na prática, uma intimidade com o terreno que impressiona quem o acompanha.
Subindo a Serra do Giz com o Homem-Aranha do Sertão
A experiência foi registrada em vídeo durante a subida da Serra do Giz. O registro mostra parte do percurso e a maneira como Arivelon se movimenta pelas formações rochosas da região.
Um guia que conhece o território
O potencial turístico de Tacaratu e Caraibeiras vai muito além dos pontos mais conhecidos. A região possui serras, formações rochosas, trilhas, mirantes, paisagens rurais e áreas de grande beleza natural.
Para quem chega de fora, entretanto, muitas dessas paisagens permanecem invisíveis. O conhecimento de um guia local pode transformar uma caminhada comum em uma verdadeira experiência de descoberta do território.
Arivelon conhece os caminhos não apenas como alguém que os estudou, mas como quem aprendeu a conviver com eles. É essa experiência prática que constitui uma das principais características de seu trabalho como guia de turismo de aventura em Tacaratu e Caraibeiras.
Em alguns pontos, a passagem exige atenção redobrada. O terreno rochoso, os desníveis e a proximidade das encostas tornam indispensável conhecer o caminho e avaliar cada movimento.
Raízes indígenas e história familiar
A história familiar de Arivelon também guarda uma ligação com os povos indígenas do Sertão pernambucano. Sua avó, Maria Malaquia, é apontada pela família como indígena de origem Pipipã, ligada à região de Floresta, Pernambuco.
Segundo o relato familiar, seus antepassados teriam participado dos deslocamentos de famílias indígenas que deixaram a região de Serra Negra, em Floresta, em meio às perseguições e conflitos territoriais que marcaram a história do Sertão durante o século XIX.
Esses ancestrais teriam posteriormente fincado raízes na região de Baixa do Lero, hoje conhecida como Aldeia Baixa do Lero, em Tacaratu.
Durante décadas, a Baixa do Lero enfrentou dificuldades relacionadas ao abastecimento de água e à infraestrutura. A paisagem atual, entretanto, é bastante diferente daquela realidade.
A abertura de poços artesianos revelou a abundância de água subterrânea da região, transformando o cotidiano da comunidade e contribuindo para uma paisagem marcada por cores, vegetação e áreas produtivas.
A região também guarda um impressionante contraste geográfico: de alguns pontos é possível contemplar, ao longe, a imensidão do Rio São Francisco, na região de Petrolândia, enquanto durante muito tempo comunidades situadas naquela área precisaram enfrentar dificuldades para obter água para o consumo cotidiano.
Uma infância marcada pela dificuldade e pelo trabalho
A trajetória de Arivelon começou em meio a dificuldades econômicas. Segundo seu próprio relato, durante a infância passou por períodos de fome e, em determinados momentos, chegou a se alimentar apenas de farinha com água.
As dificuldades também interferiram em sua vida escolar. Em diferentes momentos, precisou deixar de frequentar a escola para trabalhar e ajudar na sobrevivência da família.
Foi ainda jovem que começou a trabalhar como ajudante de pedreiro. O que começou como necessidade acabou se transformando em profissão. Com o passar dos anos, Arivelon aperfeiçoou suas habilidades e tornou-se um profissional experiente da construção civil.
Ele demonstra orgulho de sua profissão e carrega consigo a experiência adquirida durante anos de trabalho. Além da construção civil, desenvolveu habilidade na área de próteses dentárias, outra atividade que demonstra a variedade de conhecimentos acumulados ao longo de sua vida.
O atleta do Sertão
Existe ainda outro aspecto fundamental para compreender a relação de Arivelon com as montanhas: ele é atleta.
Corredor por paixão e por vocação, Velon participa de competições e já conquistou posições de destaque em corridas, incluindo pódios em primeiro e segundo lugares.
A corrida não é apenas uma atividade paralela em sua vida. É um sonho. Arivelon deseja disputar provas de maior alcance e sonha em participar da Corrida Internacional de São Silvestre, uma das competições mais tradicionais do atletismo brasileiro.
O problema não está na disposição para correr. O principal obstáculo é financeiro. Participar de grandes competições exige deslocamento, hospedagem, alimentação, inscrição e outros custos que pesam sobre o orçamento de uma família.
Por isso, Velon procura patrocínio esportivo que possa permitir sua participação em competições de maior porte e ajudá-lo a desenvolver seu potencial como corredor.
Velon: o atleta do Sertão que está sem patrocínio
A história esportiva de Arivelon também foi registrada em vídeo, mostrando o lado atleta de um homem que divide sua vida entre o trabalho, a família, o turismo de aventura e a paixão pela corrida.
O território visto por quem conhece suas montanhas
Uma das características mais marcantes de Arivelon é sua capacidade de transitar entre diferentes mundos. Ele é trabalhador da construção civil, conhecedor de técnicas de prótese dentária, corredor e guia de aventura. Todas essas experiências se encontram quando ele entra nas montanhas.
É também por isso que a expressão Homem-Aranha do turismo tacaraibeirense acabou se encaixando tão bem em sua história. O apelido reúne aventura, preparo físico, conhecimento territorial e uma maneira particular de enfrentar as montanhas.
Uma experiência registrada nas alturas
Durante a expedição pela Serra do Giz, o escritor e pesquisador Nyll Mergello acompanhou Arivelon por trechos de grande beleza e dificuldade. A experiência permitiu registrar não apenas a paisagem, mas também a forma como o guia se movimenta e conduz quem o acompanha.
A aventura também proporcionou momentos em que o próprio visitante precisou enfrentar as formações rochosas. Nessas situações, a experiência do guia passa a ser ainda mais importante.
No alto, a recompensa é uma paisagem que dificilmente pode ser traduzida por fotografias. O sertão se espalha abaixo das formações rochosas e revela a dimensão do território tacaraibeirense.
Por que Homem-Aranha do Sertão?
A resposta está nas próprias imagens.
Quem observa Arivelon atravessando estreitas formações rochosas, subindo encostas e chegando a pontos de difícil acesso entende rapidamente por que o apelido se tornou tão adequado.
Não se trata apenas de coragem. Há conhecimento do terreno, condicionamento físico, experiência e familiaridade com as montanhas. É justamente essa combinação que faz de Arivelon uma figura singular no turismo de aventura da região.
Arivelon Araújo de Oliveira: um personagem do Sertão
A história de Velon é, acima de tudo, uma história de trabalho.
É a história de alguém que passou dificuldades na infância, começou a trabalhar cedo, aprendeu uma profissão, construiu sua própria trajetória, desenvolveu diferentes habilidades e encontrou na corrida e nas montanhas outras formas de expressar sua energia.
É também a história de um homem que conhece profundamente o lugar onde vive e que pode ajudar outras pessoas a descobrir uma Tacaratu que ainda permanece desconhecida para muitos visitantes.
Guia de turismo de aventura • Tacaratu • Caraibeiras • Tacaraibeiras • Serra do Giz • Trilhas • Montanhas • Atletismo
Sobre esta página
Esta página foi criada para registrar e dar visibilidade à trajetória de Arivelon Araújo de Oliveira, o Ari Velon, reunindo sua história pessoal, suas raízes familiares, sua atuação profissional, sua atividade esportiva e sua relação com as montanhas de Tacaratu e Caraibeiras.
O conteúdo biográfico foi elaborado a partir de informações fornecidas pelo próprio Arivelon e de registros realizados durante a expedição à Serra do Giz. Informações genealógicas adicionais poderão ser incorporadas posteriormente, especialmente aquelas relacionadas à ascendência de sua avó, Maria Malaquia.







